27.2.07

Qualquer título

Diário de uma aspirante a jornalista- parte I

Hoje fui entrevistar o presidente da Bamuca (Banda Municipal de Camaçari), cuja sede fica próxima à do jornal em que trabalho, motivo pelo qual preferi ir a pé ( andando,paletando, de onze, como queiram!). Ah! Vale ressaltar que o fato de eu precisar perder uns insuportáveis “quilões” ( pq quilinhos já não são faz muito tempo!) também me incentivaram à caminhada.
Gilmar Joaquim, o presidente, gente fina, me recebeu bem e até me ofereceu a pilha recarregável do mp3 da banda, já que a do meu havia acabado. Não aceitei sob desculpa de a pilha do meu não ser recarregável (e daí?), quando na verdade o que eu não estava era conseguindo fazer o tal aparelho gravar…snf snf (vivo me pegando nessas tecnologias)…lembrei também de uma aula em que um professor me disse: “ Em serviço, nunca aceite nada de ninguém, pode ser propina” oh céus! Que trágico! Rsrs
A entrevista, metade gravada no celular, metade escrita na minha agenda com uns garranchos que só eu mesma para decifrar (e olhe lá!), foi bem legal, tranqüila e eu acabei conhecendo mais um pouquinho da banda que completa 30 anos de existência no dia 12/05 e é patrimônio histórico da minha cidade. Mas de tudo, a melhor parte foi quando a forte chuva que caía me impediu de voltar ao jornal e eu tive que ficar no pátio da sede da banda enquanto dona Maria das pernas compridas (chuva, no linguajar de alguém que não me lembro quem) não passava.
Naquele momento, aproveitei para tirar algumas fotos, pois havia muitas crianças que estavam ali devido a uma parceria com o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil). Discretamente, retirei a máquina da bolsa e, no primeiro instante, pensei em fotografá-las sem que elas me vissem enquanto ensaiavam para uma apresentação, mas fui interrompida por uma voz estridente, saltitante:
- Êba! Tirar foto!
Então todas as crianças começaram a se arrumar alvoroçadas. Uma ajeitava o cabelo, outra ensaiava poses, um caso sério! Eu, na minha ousadia, falei:
- Digam jegue!
E todas elas:
-Jeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeegue! – Em um coro de vozes e de sorrisos.
Muitos flashes depois, voltaram aos seus postos. Enquanto ensaiavam sob o olhar atento do instrutor, pude perceber a alegria daquelas crianças carentes. Cada uma querendo aparecer mais que a outra, carregando uma invejada ingenuidade infantil. Imaginei cada uma com seus sonhos particulares, sua história de vida sofrida e fiquei feliz ao perceber que elas estavam enxergando novos horizontes e tendo uma oportunidade de não contribuírem com a marginalidade que vem crescendo em Camaçari (assim como em todo Brasil). Fiquei feliz e emocionada. Menos um ponto para mim, jornalistas não devem se deixar envolver com a matéria. Menos um mesmo, assumo em minha teimosia.
A chuva ficou fraquinha, hora de voltar. Despedi-me do presidente, e fui caminhando de mansinho até o portão, a fim de não atrapalhar o ensaio. Quando já estava quase lá, ouvi uma voz estridente, saltitante:
-Tchau tia!
Tia? Olhei para trás me acabando de dar risada, devolvendo o “tchau”. Faltava apenas um passo para eu ganhar a rua quando:
-Obrigado pela foto!
E a tia foi embora com um sorriso de paz estridente, saltitante!

Por Meg

Fim do Post

 

COMENTANDO OS COMENTÁRIOS:

Oi pessoas! A partir desse post, vou reservar sempre um espaço para dar um retorno (famoso feedback) para os que comentam nos meus textos. É muito gratificante e serve como uma alavanca incentivadora todos os comentários deixados no meu blog. Tem gente que comenta sempre, gente que comentou uma vez na vida, que sempre lê, mas nunca comentou por que não tem “saco” para digitar aqueles caracteres de segurança ou por outro motivo qualquer, gente que me manda e-mail, que me adiciona no msn, enfim! Os elogios e as críticas construtivas são e serão sempre muito bem vindos e eu fico muito feliz com todas essas manifestações. Por isso mesmo, chega de falar e vamos mexer a massa! A cada novo post, comentarei sobre os comentários deixados no post anterior até a última atualização. Vamos lá:

Sobre “ O monstro dos olhos verdes”, Francys, minha amiga, que bom que achou o texto lindo, confesso que se eu não fosse tão bem casada, me casaria com ele! Rsrs…Linda é uma fofa, comenta em todos os meus post’s ( qualquer dia ganha um prêmio). Concordo com Júlio quando ele diz que a literatura tem o poder de nos transformar em guloseimas intelectuais, eu mesmo devoro Clarice (Lispector) todo dia e nem engordo por causa disso! Dan, meu amor, você realmente nem é ciumento…(han, han…socorro! Pigarro na garganta! rsrs)…eu também não, estou no mesmo pensamento da Paula , pois eu também nem sei o que é sentir ciúmes (imagina!!!!!!!!!)…
Obrigada a todos pelo carinho e atenção.

Beijos pessoas! Até o próximo post!

Meg
(claudia.magnolia@hotmail.com)

claudiamagnolia    23:01 — Arquivado em: Mais comentados


24.2.07

O monstro dos olhos verdes

                                                    

Então vamos lá! Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu ciúmes…vou dar três segundos ok? 01…02…03…OXE! Nenhuma pedrinha? Tá! Sou uma menina boazinha, dou mais dois segundos! 01…02…nossssssssa! Ninguém!!!Ah! Juram que vocês não vão ficar magoados se eu contar uma coisa? Mas é que, sem querer dar uma de sabichona, mas, leva a mal não…eu já sabia!
Essa história de não sentir ciúme é balela! Lógico que umas pessoas sentem mais que outras, tem gente que não consegue viver em paz por causa disso, como tem gente que quase não está nem aí. Outro dia uma mulher jogou um banco do sexto andar de um prédio para atingir o noivo (e quem se “F” foi um veinho que tava passando na hora e não tinha nada a ver com o caso, coitado!)…abismada, contei isso à uma amiga e esta me disse que teria jogado o sofá…quem güenta?
Já que ninguém está livre disso,o lance é saber lidar. Para isso, existem caminhos que variam de terapias à livros de auto-ajuda, com doses de bom senso, amor próprio, confiança e auto-estima. Há quem prefira mesmo esticar os cabelos, berrar, fazer ceninha e receber o troféu de boboca do ano, mas, como bem diz minha mãe: cada qual com seu cada qual.
A última vez em que dei uma crise de ciúme foi quando vi meu pai dando balas para uma criança aqui da rua. Na época, eu tinha 11 anos e a tal criança, 6. Painho sempre foi bobo por criança pequena e tudo o que eu queria era trucidar aquela criatura de 6 anos que estava “roubando” o meu herói. Me sentindo “ A Esperta”, falei pra ela que aquelas balas tinham um feitiço e que se as aceitasse, viraria uma rã de sete pernas. Ela me disse que adoraria ser uma rã de sete pernas. Fui para casa chorar no meu quarto, arrasada. E desde então procurei olhar com outros olhos a situação e passei a me juntar com papai para distribuir as tais balas, eu estava ali, ao lado do meu herói e aquela criança estava assistindo ao nosso espetáculo. A frase é velha, mas: “tudo depende da maneira como se vê”.
Para finalizar, vai aí uma de Shakespeare: “Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce. "

Beijos, queijos e até o próximo post!

Tchau!

Meg
[claudia.magnolia@hotmail.com]

claudiamagnolia    1:30 — Arquivado em: Sem categoria


21.2.07

Da cor de rubi

(Nesses momentos em que- Graças a Deus- me permito ser fraca)

É nessas horas em que mais sinto sua falta….horas em que aquela insistente lacuna do coração fica a tilintar de dor em meu peito …horas em que deito na cama em posição fetal e sinto falta da tua mão carinhosa a afagar meus cabelos.

Horas em que tu me colocavas no colo e enxugava as lágrimas que ninguém via, que ninguém sabia, lágrimas tão escondidas quanto delatoras. Respiro fundo agora e é só atravessar a rua que você estará lá. É só atravessar a rua e me dar conta que você já não pertence só a mim e que minhas aflições talvez devam ficar na umidade do meu travesseiro…

Quando me sinto pequena e até um pouco inútil, quando tenho essas minhas crises existencias, quando meu sorriso se esvai… lembro daquele dia de todo mundo contra mim(ou contra eu?), lembro do abraço apertado que você me deu…e de ver nos teus olhos esse amor por mim…ah! Eu lembro sim, dos nossos momentos felizes, das nossas confidências, dos filmes ultrapassados, do seu sorriso infantil…lembro até de quando fui eu que cuidei e enxuguei tuas lágrimas sinceras…

E agora, sinto sua falta e tenho vergonha de te procurar.

Maior que nosso laço consangüíneo é o nosso laço Divino. É o amor que sentimos um pelo outro. Mais que meu irmão, você é meu pai e minha mãe…quem eu tenho de verdade da cor de rubi. Que os leitores perdoem o meu desabafo e essa cara de inchada de choro…que os leitores perdoem essas palavras sem compreensão…peço ao menos que eles não riam dessa minha falta de você e espero que não achem piegas essa insistente lacuna que faz sangrar o meu coração…que eles não zombem de mim…ah! leitores, desculpem tê-los feito chegar até aqui! Esse foi apenas o meu desabafo da cor de rubi…

claudiamagnolia    0:04 — Arquivado em: Sem categoria


15.2.07

Mas é carnaval laráli larálirará

                                           

Aaaaaaaaaaaaaaaf que o carnaval foi tudo de bom!!!!!!!!!!!!!
Passei domingo, segunda e terça no Campo Grande, na casa da minha mais nova e querida amiga Mariza com zê de zebra e, diga-se de passagem, foram os três melhores dias que eu tive este ano.
O carnaval de Salvador, na minha opinião, é o melhor do mundo. É lindo ver pela rua pessoas de diversas raças e faixas etárias brincando com a mesma alegria, seja rico, pobre, preto, branco, feio ou bonito, a integração está presente sabe?! É como se de repente, fóssemos todos iguais (NÉ?!).
Lógico que nos blocos mais caros estão as pessoas mais bonitas com seus cabelos lisos e traços finos, do tipo q cê olha de longe e diz: “não é baiano nem aqui nem na China”, ou então se for deve morar lá na Graça, no Caminho das Árvores, Pituba e adjacências! Mas, quem se importa? Todos ouvimos a mesma música e vamos atrás dos mesmos trios…dentro ou fora da corda, o som que nos embala é o mesmo, e a palavra de ordem é uma só: alegria! (NÉ?!)
Vá lá que não vi nenhum preto, ops! Negro no Camaleão, minto! Vi sim! Um só, mas vi! E o coitado tava apanhando de uns sete policiais, mas foi apenas uma infeliz coincidência, cês sabem, somos todos iguais! Há quem pense, vejam só o absurdo -que lugar de pr…negro é na periferia…vixe mainha! Em que século estamos?
Ahhhhh!Uma cena q chamou mais minha atenção do que qualquer outra coisa foi a de uma mãe com seus quatro filhos que mais pareciam formar uma escadinha (esse povo que fica parindo um atrás do outro sei não viu?! Por acaso nunca ouviram falar em planejamento familiar não?!), a mulher magra coitada, não devia nada para a Olívia Palito… só sei que tava lá catando latinha, ela e os filhos mal vestidos e mal alimentados, com os pés descalços e o coração cheio de sonhos. Eu lá me acabando no pagodão e acompanhando de longe aquela cena, quando de repente passa um senhor cantando uma música q diz + ou – assim:

Ó, mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
Ô Ô Ô Ô
De um lado este carnaval
De outro a fome total
Ô Ô Ô Ô ”

Fala sério né galera?! Que pena…o carnaval acabou! Mas não se preocupem, ano que vem tem mais!

—————————

Oi gente!
Esse texto eu escrevi após o carnaval do ano passado…lembrei dele e resolvi postá-lo na esperança de relê-lo no término do carnaval deste ano e dizer: “ ainda bem que mudou!”

SERÁ???????????????????????????????

Espero sinceramente que sim!

Grande beijo e uma excelente folia a todos!!!

Meg


claudiamagnolia    15:04 — Arquivado em: Sem categoria


6.2.07

Por que?

Ai que esta vida é mesmo cheia de por quês!! E por que a gente fica sempre buscando uma resposta para tudo?
Lembro de uma vez que, conversando com um amigo, este questionava o porquê de tudo ser tão difícil para ele, mas eu o lembrei que apesar das coisas parecerem mais difíceis, ainda assim, ele as conquistava. E sabe gente?! Conheço poucas pessoas tão especiais quanto este amigo, conto nos dedos às vezes em que vi alguém com um sorriso tão sincero e um olhar tão marcante quanto o dele. Talvez exista mesmo um motivo para ser tudo mais complicado para esta pessoa tão especial, mas por que mesmo ficar buscando uma resposta para isso? Ficar se achando injustiçado pela vida adianta alguma coisa? Não, não adianta. Então, quer mais um motivo para seguir em frente?
Tomo como exemplo Aleijadinho, que mesmo com os pés e as mãos deformadas realizou obras maravilhosas e se tornou o grande nome do Barroco brasileiro; ele, que pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos a fim de esculpir e entalhar, serve como exemplo de superação. E olha que mesmo antes de ter os membros ele já era habilidoso, mas, foi justamente após a enfermidade que ele realizou suas melhores obras. E por que isso aconteceu com ele? Sinceramente?! Não sei, não quero saber e só não tenho raiva de quem sabe por que raiva é um sentimento que não agrega nada! Agora, imagine só se Aleijadinho tivesse passado o resto de sua vida se lamentando e questionando o porquê de ter perdido os movimentos dos membros?
Então, na boa?! Sabe aqueles por quês que vivem lhe atordoando? Pare e pense agora se vale mesmo a pena se preocupar tanto com isso. Deixa a vida seguir seu curso e abrace todas as experiências que puder. Se realmente for necessária alguma resposta para a sua vida, ela virá sem que você precise buscá-la.

Bom, é isso!

Beijocas.

Meg

claudiamagnolia    21:18 — Arquivado em: Sem categoria


4.2.07

Mais um sem título

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro. ( Mario Quintana)

São 01 e 15 da matina e eu acabo de decidir não postar o texto triste que pensei em postar a 10 minutos.
Coisa boa atrai coisa boa, então o lance é pensar positivo.
Te dou um sorriso e você me abraça, combinado? Te faço sorrir e você me conta uma história feliz. Podem mangar de minhas rimas infantis, mas vou bem, obrigada! E a vida é tão preciosa para perdermos tempo com besteiras…se te magoei, me perdoe. Jesus te abençoe e siga em paz. Eu já nem me lembro mais das dores de antes. Felicidade não é nada distante, é coisa de dentro que o tempo ajuda a entender. Sei que às vezes a tristeza é gigante, maior que ela só a vontade de vencer. Dar a volta por cima é coisa de gente grande, mas tamanho não é documento. Em tempo: não me faço entender. Desculpe, melhor ir embora, já falei besteira demais. Tenho motivos para sorrir e isso me basta. Não venha me falar de egoísmo, afinal, o que é isso? Olhe pro seu umbigo que essas minhas linhas são tortas. Mas que texto idiota! E você chegou até o final…boa sorte…quem sabe a gente se encontre num outro parágrafo.

INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA                                     
A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantaremos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida…

(Mário Quintana)

Por Meg

(claudia.magnolia@hotmail.com)

Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão”. ( Mario Quintana)

claudiamagnolia    1:47 — Arquivado em: Com poemas/poesias


29.1.07

A Donzela Azarada

 O MINISTÉRIO DO RESPEITO ADVERTE: RIR DA MISÉRIA ALHEIA É MUITO FEIO!

Rapaz… essa história é muito besta num sabe?!…Não sei se cê vai rir mas eu acho bastante divertida! Tanto é que quando ouvi quase fiz xixi de tanto dar risada.
Foi uma colega que me contou outro dia no buzú, diz que aconteceu com uma prima dela.
Imagine só que a guria era virgem! Vinte e tantos anos no couro e donzela ainda, como é que güenta?! Ai ai! Bem…vá lá que eu não tenho nada a ver com a vida sexual (ou não) da maluca da prima da minha colega que também não é lá muito certa do juízo não (deve ser mal de família isso) , mas é no mínimo estranho hoje em dia. Mas como eu ia dizendo, a tal donzela arranjou um namorado, um dos caras mais populares lá do fim de mundo onde ela mora.
Parece que o rapaz tinha um fogo da peiga e tava doido pra traçar a prima da minha colega. Eu sei que ela ainda segurou o bambá por um tempo, mas no dia que eles completaram quatro meses de namoro, o cara preparou uma surpresa. Tchan tchan tchan tchan!!!! Levou a mina pruma pousada na praia, lindíssima (e caríssima porque até hoje ele paga prestação)! Diz que tava tudo lindo, romântico… banheira com hidromassagem, pétalas de rosas, velas aromatizadas…uma coisa linda! O que o cara não sabia era que a tal donzela era alérgica a rosas, pense aí?! E ela não queria falar nada pra não quebrar o clima , achou que o cara ia ficar sem graça e tal…Pois bem!  Eles começaram a se pegar, bererê bererê, o lance foi esquentando e tal…quando pensa que não, a guria danou a espirrar que não parava mais.

O cara (coitado!) ficou sem saber o que fazer e chamou a gerente da pousada. Aí sai a prima da minha colega do jeito que veio ao mundo, enrolada num lençol fininho que dava pra ver até o útero. Levaram-na pra outro quarto, deram um antialérgico e ela garrou no sono.
Quando foi no outro dia, o cara já acordou aceso e foi procurar a mina. Aí ela já tava melhor e começaram de novo o rala e rola, mão naquilo, aquilo na mão, suor escorrendo…cê sabe! Tavam quase lá, mas ela tava muito nervosa e quando menos se espera…Tchan tchan tchan tchan!!!!!!!!!! ( Maestro, música de suspense por favor!)   A guria liberou uns gases que minha nossa senhora!! Largou um peido daqueles que fazem mó zoada, parecendo até que vai rasgar a roupa! Pense aí?! Misericórdia!  A bichinha ficou com tanta vergonha que saiu correndo e nunca mais olhou pra cara dele.
Diz que ele nunca mais quis saber dela e ainda espalhou a história pra cidade toda. Canalhão o idiota! E o pior de tudo é que a tal prima da minha colega continua virgem. Ai ai!
Ahhhhhh! Eu sei que é muito feio ficar rindo da miséria dos outros sabe?!Mas perainda né?! Ô donzela azarenta do diaxo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Texto extraído do livro infanto-juvenil " As históras de Juliete", que um dia eu terminarei de escrever.

Beijos da Meg!

(claudia.magnolia@hotmail.com)

claudiamagnolia    22:45 — Arquivado em: Sem categoria


22.1.07

Se eu quiser falar com Deus

“Tenho que me aventurar, tenho que subir aos céus, sem cordas pra segurar”.
                                                                                                                       Gilberto Gil

                                 

Há quem não acredite em Deus e isso eu respeito. Há quem cometa insanidades em nome de Deus, mas não me cabe julgar ninguém. Há quem diga que seu Deus é diferente do Deus do outro, me permitam crer que todos oram a Um.
Outro dia, achei muito interessante quando ouvi uma moça falar que precisamos ter o telefone de Deus em nossa agenda e ligar para Ele nem que seja a cobrar, pois Ele nos ouve de qualquer maneira, Ele está sempre ligado em nós… ao ouvi-la falar dessa maneira, lembrei dos inúmeros papos que eu levo com meu Deuzão, meu Brother, minha Moral, meu Pai, meu Senhor, meu Amigo, sim meu Amigo! Muito diferente daquele Papai do céu que castiga quando você faz xixi na cama, muito diferente daquele Papai do céu que lhe faz temer.
Deus é muito maior do que a minha ou sua crença, maior que a crença do seu padrinho ou daquele vizinho fofoqueiro da sua rua… Deus é do tamanho da Fé de cada um, e, independentemente da religião de qualquer um de nós, Ele nos ouve.
Precisamos compreender que Deus existe em todos os momentos, e não apenas na dor. Precisamos compartilhar com Ele aquele sorriso bonito que ganhamos de alguém hoje de manhã, a nota boa que tiramos na prova, a nova receita que aprendemos, as músicas que ouvimos, aquele nosso amor, aquela saudade que nos faz chorar…Sabem?! Precisamos enxergar Deus como um amigo protetor que está e sempre estará ao nosso lado.

Sempre que eu quiser falar com Deus, tenho certeza que Ele vai me ouvir, ainda que minhas palavras soem sem nexo, ainda que eu não saiba o que dizer, ainda que eu não diga nada… se eu quiser falar com Deus, como diz a canção: “Tenho que ter mãos vazias, ter a alma e o corpo nus”.

Por Meg

(claudia.magnolia@hotmail.com)

 

claudiamagnolia    23:10 — Arquivado em: Mais comentados


11.1.07

Bailemos

Para Daniele

(Quase por ela mesma)

Menina, do sorriso bonito
Rude contraste com os olhos de aflição
Menina, que a todos faz sorrir
E carrega dor no coração
Menina, do abraço amigo
Falta sente de se apoiar
Menina, que tem coração grande
E o mesmo pequeno na hora de chorar
Menina, que nunca se nega a ouvir
E sempre tenta compreender
Menina, que fala demais
E se cala para não fazer sofrer
Menina, louca menina
Quantos muros ainda há de construir?
E quando os mesmos desmoronarem
O que teus espelhos hão de refletir?
Menina…
Meg, 04/11/2003

Muitas vezes usamos máscaras e bailamos a vida, escondendo a nossa outra face.
Tem gente que ri o dia todo e chora de noite, gente que diz que é amigo e não é. Tem gente que fala que não tem medo, mas tem… Gente que se faz de forte e é fracote. Tem gente até que fala da máscara do outro para desviar o foco da sua própria máscara.
Gente que é gente (como a gente) tem sua máscara sim, mesmo que não admita, mesmo que insista em dizer que é aquilo que você pensa que vê.
Venhamos e convenhamos: Estamos todos mascarados! Mas não estou dizendo que isso é ruim, pois não é não. Tem gente que usa máscara e nem sabe que está usando, tem gente que usa para ajudar alguém, ah! São tantas utilidades que a máscara tem, que se fosse falar não caberia.
Mas não percamos tempo tentando descobrir a serventia, vivamos…usando-a ou não…por que cada tem em sua consciência o que traz consigo na essência, lugar onde a máscara, seja qual for, nada esconde.

Bailemos a vida…

claudiamagnolia    20:48 — Arquivado em: Com poemas/poesias, Mais comentados


7.1.07

Quem era ela?

Todos os dias, desde que me mudei, eu era sozinha. Não tinha com quem brincar, com quem conversar, não tinha ninguém. Era muito triste e por muito tempo amarguei uma solidão que me corroia as entranhas, de modo que quase enlouqueci na falta de uma companhia. Até que um dia, resolvi fazer uma coisa muito estranha…
…………………………………………………………………………………………………………………………

Então fui lá, lá no fundo do quintal. Levei uma vela branca listrada de azul, um pires preto, uma caixa de fósforos e a minha fé. Coloquei a vela no pires, acendi e então comecei a chorar. Chorei, chorei muito até que comecei a ver uma coisa muito estranha…
………………………………………………………………………………………………………………………….

Era uma pessoa vestida de branco, com a boca azul e os cabelos pretos. Ela dançava em minha volta tentando me dizer algo que eu não conseguia entender. Fiquei olhando atordoada, me perguntando quem era ela e o que queria me dizer. Tentei pegá-la, mas minhas mãos passavam por dentro dela. Muito assustada, saí correndo para dentro de casa…
………………………………………………………………………………………………………………………….

Meus pais estavam jogando buraco e bebendo vinho, pareciam levemente embriagados… Entre copiosas lágrimas, contei o que tinha acontecido, mas eles zombaram de mim, me chamaram de louca, disseram que iriam me internar. Então fui para o meu quarto, que ficava no primeiro andar, abri a janela e olhei para o quintal. Difícil explicar o alívio que senti quando vi que ela estava lá, sorrindo para mim.
………………………………………………………………………………………………………………………….

Passei a acender a vela todos os dias me perguntando quem era ela e o que tanto queria me dizer. Depois de um certo tempo, cheguei a uma conclusão. Descobri quem era ela…
…………………………………………………………………………………………………………………………

Ela era apenas… a minha imaginação.
………………………………………………………………………………………………………………………..

Escrevi esse texto com oito anos de idade. Na verdade, o que está aí é apenas o que me lembro, misturado com umas idéias de agora. O original era muito bom. É uma pena eu ter perdido meu caderno da segunda série.
Participo de uma comunidade no orkut cujo título é: “Minha imaginação é foda!”…depois de um texto desses eu percebo que é mesmo! E ainda submeto vocês a isso! Rai ai…contem tudo pra suas mães, oras! Hehehe!

Beijos meu povo!

Meg

claudiamagnolia    9:52 — Arquivado em: Mais comentados
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