Rai ai… talvez eu não tenha nada mais interessante mesmo para fazer numa tarde de quarta-feira…poderia estudar, ler os quatro livros que me emprestaram há tempos e que eu insisti tanto para me emprestarem, mas que até hoje não passei daquela parte que…como é mesmo o nome? Xovê…ai gente lembra aí aquilo que tem logo no início de tudo quanto é livro!! Dedicatória? Não, não! Han? Isso mesmo! Prefácio!(Ufa! Valeu hein? Te devo essa)… enfim, há uma série de coisas que eu poderia fazer nesta tarde, mas me deu uma vontade aqui de escrever sobre aquilo que todo mundo já teve e que nem sempre foi bem vindo: apelidos!
Então! Eu já tive vários! “Rapa de tacho”, “ Maria peidona”( alguém aí tapou o nariz?), “Bidunga”, “Dunguinha”, “Magali”( não que eu seja comilona sabe?! Implicância do povo!), mas nenhum desses foi tão traumatizante quanto “pernilongo”! Aff…pire aí eu quase uma menina-moça, entrando na adolescência e a galera da 5ª série toda mangando dos meus quase 5 palmos de pernas?! Mas td bem, eles não estavam tão errados, já que ninguém sabia o que era canela e o que era coxa, eu toda magrela e desengonçada, cheia de perna, parecendo um vara pau de shortinho colado na aula de educação física, correndo mais que ladrão fugindo da polícia, misericórdia!!!Tenho que concordar: eu parecia um pernilongo mesmo!
Mas graças a Deus, apelidos nunca me excluíram do convívio social e eu sempre levei na esportiva. Aprendi que quanto menos “trela” você dá, menos os apelidos te incomodam. Para muitas pessoas, lidar com apelidos maldosos não é uma tarefa fácil, afinal, quem está acima do peso, de certo não gosta de ser chamado de “Free Willy”, ou para quem está abaixo, ser taxado de “Olívia Palito” ou “Salsicha” também não é a melhor coisa do mundo. Apelidos que expõem aquilo que fisicamente está fora dos padrões de beleza impostos pela sociedade geralmente não são bem vindos, e há casos até de depressão ocasionados por isso. Defendo uma máxima muito bacana que diz assim: “ Não faça com ninguém o que não gostaria que fizessem com você”.
E como na vida geralmente tudo tem um lado bom, há também os apelidos carinhosos que vão desde o diminutivo do diminutivo do nome, a outros que fazem até um gigante virar um “bebê” (ôti gute-gute!!).
Por fim, ninguém escapa dos apelidos, mas tudo depende muito da dimensão que a gente dá as coisas, a maioria dos apelidos sacanas, com o tempo caem no esquecimento, os sarcásticos viram motivo de boas gargalhadas e os carinhosos são lembrados a vida inteira. Então, vai se estressar por quê né?
Bjs!!!

Por Meg!
(claudia.magnolia@hotmail.com ou claudiamagnolia@gmail.com)
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