14.9.06
Cenas Terríveis
Nunca vi tamanha crueldade. Nem mesmo em filmes ou programas de tv, observei uma cena como aquela. Talvez por isso, sinto que nada que eu disser será suficiente para descrever aquele episódio.
Passava das dez da noite quando eu estava chegando em casa com um grupo de amigos. Voltávamos do cinema e conversávamos animadamente, pois há tempos não assistíamos a um filme tão bom. Eu ia começar a imitar uma cena, quando estranhei uma aglomeração no meio da rua em que moro. Juntamente com meus amigos, aproximei-me, fui abrindo espaço entre as pessoas para conseguir enxergar o que estava acontecendo, mas havia muita gente, por isso não foi uma tarefa fácil. A medida que fui chegando perto, comecei a ouvir uns gemidos. Assustei-me, porém a curiosidade era tão grande que continuei… não sabendo eu que se pudesse prever, não teria continuado. Ao ver aquilo, acabei desmaiando.
Quando recobrei a consciência estava no sofá de casa e meus amigos já tinham ido embora. Minha pressão havia baixado e mamãe estava cuidando de mim. Sentia náuseas toda vez que lembrava do que havia visto e chorava compulsivamente…era difícil acreditar que todos ali na rua estivessem, de certa forma, compactuando com aquela brutalidade. Tentei dormir, mas os gemidos pareciam chamar meu nome…eu tinha que fazer alguma coisa.
Levantei ainda tonta, lavei o rosto e fui lá fora. Mamãe tentou me impedir, mas foi inútil, pois eu já estava com a espingarda na mão decidida a salvá-los.
Dei um tiro pra cima. Todos me olharam assustados e eu mandei que calassem a boca, sem notar que eles já estavam em silêncio. Abriram espaço e quando percebi já era tarde… Os cachorrinhos estavam mortos. Meus olhos se fixaram nos pêlos brancos manchados de sangue, no asfalto que havia sido palco de tudo e enquanto eu chorava repugnei o que vi antes de desmaiar.
Cinco filhotinhos de poodles amarrados uns aos outros dentro de uma cesta enfeitada com um laço azul. O dono não os queria, pois a cadela que os parira havia morrido no parto e como ele era muito apegado a ela, disse que aqueles filhotes eram culpados e mandou matá-los. Deu dinheiro a um pivete que se encarregou do serviço. Era para matá-los a pauladas, pois a morte tinha que ser sofrida.
- Morre cachorro vagabundo!- Gritava o garoto enquanto dava pauladas na cabeça de um cachorro.
- Você vai morrer seu idiota!- Esbravejava ao acertar o focinho de outro cão.
Os cachorrinhos coitados uivavam, gemiam, tentavam fugir, mas estavam presos, condenados. E enquanto isso o pessoal lá da rua só observava …pq ninguém fez nada? Pq não salvaram aqueles animaizinhos indefesos, pq? Talvez por temerem represálias do dono da cadela que tinha fama de matador. Mas quanta covardia, meu Deus!
Me senti impotente, inútil diante daquela situação, daqueles cachorros mortos aos meus pés…abracei-os e chorei mais uma vez, chorei de soluçar…e soluçava tão alto que acordei com o barulho dos soluços.
-Ufa! Era só um pesadelo. Nunca mais assisto a filmes de terror.

Pessoas, obrigada por existirem! Espero que tenham gostado do texto… fiquei na dúvida de postá-lo…sei lá! Quem entende? Rs…
Excelente final de semana a todos, um beijo no coração de cada um ( ti bUnitinho…) e muito , muito obrigada pelos comentários.
Por Meg - brincando de inventar histórias
(claudia.magnolia@hotmail.com)
claudiamagnolia
22:03 — Arquivado em:
Quer saber? EU TE ODEIOOOOO!!! De verdade, meeeeeeeeeesmo! Puxa vida! Pq você faz isso comigo hein?! Eu cuido de vc com tanto carinho, tanto amor, mas vc nem reconhece! Fica aí nessa rebeldia tamanha. E quer saber? Você tá a cada dia mais feio, sem vida até! Nem dá vontade de te olhar. Eu, eu não queria te ofender, mas, às vezes, eu tenho vergonha de você. Já percebeu? Até as pessoas comentam! Outro dia mesmo uma amiga me perguntou o que você tinha, pq você tava desse jeito e blá blá blá blá. Fiquei toda sem graça, com cara de otária sem saber o que dizer… por isso ri aquele riso amarelo de canto do tipo que diz: Quero sumir!. Foi @#$%%!!! E me deu raiva, muita raiva de você! Já fiz tanto por ti, fiz tudo o que podia para que você mudasse, mas nada! Quer dizer, houve até momentos em que você mudou, mas foi por pouco tempo, era o mesmo que nada! Sabe… acho que nossa relação chegou ao fim! 





