4.3.07

Mas… E Se?

Talvez ela ria das minhas poesias… as ache melosas demais, ou métricas de menos
E as ignore.
Talvez ela ria das minhas poesias… as ache simples demais, ou criativas de menos
E as esnobe.
Talvez ela ria das minhas poesias…
E me deixe encabulado demais, ou ousado de menos
E as esqueça.
Talvez ela ria das minhas poesias… sem saber que as poesias das quais ri, são frutos da alegria que me deu demais e que eu, extasiado, retenho de menos.
Talvez ela ria das minhas poesias… feitas para ela que em tudo é demais, mas perto do que ela merece, são sempre de menos.
Talvez ela ria, talvez não.

( Vilson S. de Carvalho)

Mas…e se? E Se eu não conseguir? E Se eu sofrer? E Se eu chorar? Eu quero muito isso, mas, e Se isso não for o certo? E Se eu errar? Se eu fracassar? E Se???? Se, Se, Se!!!!!!!! Como diria o Kiko (do Chaves!) Cale-Se! Cale-Se! Cale-Se! Você me deixa loooooooooooooooooooooooooooouco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Se não tentarmos, como vamos saber como seria? Se não tivermos um tanto de coragem, como vamos descobrir se escolhemos o caminho certo?
Quantas vezes deixamos de tentar pelo medo de fracassar, quantas vezes nos arrependemos daquilo que deixamos de fazer? Quantos sucessos ainda deixaremos de obter por ignorarmos que Se por acaso não der certo, poderemos sempre começar tudo de novo?

Por Meg
(claudia.magnolia@hotmail.com)

Eu e Pimpão:

COMENTANDO OS COMENTÁRIOS do post Qualquer Título :

Que bom que gostou das novidades, Carlos! Marta, obrigada pelos parabéns, isso me deixa muito feliz. Yuri, meu caro, esse lance de Jegue é realmente a minha cara, culpa de Dan (amor da minha vida!) que me ensinou isso há 5 anos…e por falar em Dan, nosso filho vai fazer parte da Bamuquinha sim, meu amor, faço questão!Francys e Linda, amigas queridas, obrigada pelo carinho! Andino, sou estudante de jornalismo e o texto surgiu de uma experiência vivida por mim… vc não imagina o quanto fiquei feliz quando vc disse que fez lembrar Clarice Lispector, pois ela é minha escritora preferida, valeu pelos votos de sucesso! Incompreendida e Martin, adorei a visita de vocês, voltem sempre! Júlio News (hehe), colocar o leitor dentro da história é muito bom, pois me serve de deliciosa companhia enquanto eu escrevo; tentei postar a foto, mas deu erro. Quanto ao livro, conto contigo para patrocinador (hehe- olha a faca!!!!!!!!!!)

Beijo a todos, até logo.

claudiamagnolia    15:02 — Arquivado em: Com poemas/poesias, Mais comentados


4.2.07

Mais um sem título

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro. ( Mario Quintana)

São 01 e 15 da matina e eu acabo de decidir não postar o texto triste que pensei em postar a 10 minutos.
Coisa boa atrai coisa boa, então o lance é pensar positivo.
Te dou um sorriso e você me abraça, combinado? Te faço sorrir e você me conta uma história feliz. Podem mangar de minhas rimas infantis, mas vou bem, obrigada! E a vida é tão preciosa para perdermos tempo com besteiras…se te magoei, me perdoe. Jesus te abençoe e siga em paz. Eu já nem me lembro mais das dores de antes. Felicidade não é nada distante, é coisa de dentro que o tempo ajuda a entender. Sei que às vezes a tristeza é gigante, maior que ela só a vontade de vencer. Dar a volta por cima é coisa de gente grande, mas tamanho não é documento. Em tempo: não me faço entender. Desculpe, melhor ir embora, já falei besteira demais. Tenho motivos para sorrir e isso me basta. Não venha me falar de egoísmo, afinal, o que é isso? Olhe pro seu umbigo que essas minhas linhas são tortas. Mas que texto idiota! E você chegou até o final…boa sorte…quem sabe a gente se encontre num outro parágrafo.

INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA                                     
A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantaremos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida…

(Mário Quintana)

Por Meg

(claudia.magnolia@hotmail.com)

Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão”. ( Mario Quintana)

claudiamagnolia    1:47 — Arquivado em: Com poemas/poesias


11.1.07

Bailemos

Para Daniele

(Quase por ela mesma)

Menina, do sorriso bonito
Rude contraste com os olhos de aflição
Menina, que a todos faz sorrir
E carrega dor no coração
Menina, do abraço amigo
Falta sente de se apoiar
Menina, que tem coração grande
E o mesmo pequeno na hora de chorar
Menina, que nunca se nega a ouvir
E sempre tenta compreender
Menina, que fala demais
E se cala para não fazer sofrer
Menina, louca menina
Quantos muros ainda há de construir?
E quando os mesmos desmoronarem
O que teus espelhos hão de refletir?
Menina…
Meg, 04/11/2003

Muitas vezes usamos máscaras e bailamos a vida, escondendo a nossa outra face.
Tem gente que ri o dia todo e chora de noite, gente que diz que é amigo e não é. Tem gente que fala que não tem medo, mas tem… Gente que se faz de forte e é fracote. Tem gente até que fala da máscara do outro para desviar o foco da sua própria máscara.
Gente que é gente (como a gente) tem sua máscara sim, mesmo que não admita, mesmo que insista em dizer que é aquilo que você pensa que vê.
Venhamos e convenhamos: Estamos todos mascarados! Mas não estou dizendo que isso é ruim, pois não é não. Tem gente que usa máscara e nem sabe que está usando, tem gente que usa para ajudar alguém, ah! São tantas utilidades que a máscara tem, que se fosse falar não caberia.
Mas não percamos tempo tentando descobrir a serventia, vivamos…usando-a ou não…por que cada tem em sua consciência o que traz consigo na essência, lugar onde a máscara, seja qual for, nada esconde.

Bailemos a vida…

claudiamagnolia    20:48 — Arquivado em: Com poemas/poesias, Mais comentados


12.10.06

PASSE AMANHÃ

 

Uma dor descompassada grita meu nome no meio da rua

Estou nua

Rápido! Preciso me esconder

Ninguém pode me ver desse jeito

Ligeiro! Ninguém pode me ver

Um esconderijo, um abrigo, qualquer lugar

Onde ninguém possa enxergar

Minha nudez explícita em papel

Uma dor descompassada ri meu nome em voz alta

Não acho graça

Passa! Caridade insensata

Onde vou me esconder?

Minhas vergonhas estão descobertas

Depressa! Ninguém pode me ver

Um esconderijo, um abrigo, qualquer lugar

Onde ninguém possa enxergar

Minha nudez devassa em papel

Uma dor que grita e ri

Meu nome em voz alta no meio da rua

Me escondi

Mas você que me lê

Na verdade me vê,

Nua…

Que ainda fazes  aqui?

Vais gritar também a minha nudez?

Saia já daqui

Não te quero mais de abrigo

Socorro! Perigo!

Por favor não ligue para minha insensatez.

Por Meg, nesse instante.

                     

(claudia.magnolia@hotmail.com)

 

claudiamagnolia    0:37 — Arquivado em: Com poemas/poesias


20.9.06

Lembranças de um ano que não passou

Eu não acredito Nesse céu assim tão azul Difícil aceitar esses sorrisos Se há tanta tristeza espalhada no ar Ar poluído Não acho nada bonito Não vejo graça em dia nenhum Aplausos! Começou o espetáculo E estou em jejum Quem rir leva um soco Na boca no nariz no olho Ninguém ouse olhar para trás Somos todos selvagens animais Presos numa gaiola Com fome sede e um pouco de desespero Murmúrios Pedidos Apelos! Por favor limpem os seus joelhos E lavem a língua ao acordar O céu aí está Azul Magnífico Limpo … Já é hora de sair Vamos todos sem meio mais Vamos nós, selvagens animais - Homens que somos -.

Escrevi o texto acima em 2004, ano muito conturbado para mim. Eu não sabia o que era crise existencial, mas estava passando por uma. Superei. Perdi metade dos meus cabelos, mas superei. E até amadureci um pouco. Me esvaziei para inserir outro conteúdo e não foi uma atitude insana. Aprendi algumas coisas.

Da minha bola de gude eu vejo o mundo correndo lá fora
Com meus olhos embaçados
Meu corpo cansado
O meu coração ferido…
Com minha mente estacionada
Observo lá fora minhas oportunidades perdidas zombando de mim
Meus dias são sempre os mesmos
Sempre a mesma dor, o mesmo desespero
Sempre e sempre o mesmo ruído
Lá fora um mundo tão bonito
E a minha bola de gude sempre tão quentinha
Sempre igual
Sempre vazia
Sempre e sempre essa nostalgia
Eu vejo todo mundo se arriscando, caindo, levantando… Vivendo!
E a minha bola de gude tão pequena para os meus sonhos Tão grande para os meus medos Tão aconchegante para eu, Que me esqueci de mim.

Mais um de 2004… Mais um texto vomitado. Linhas embaçadas, entrelinhas explícitas. Eu poderia ter ficado careca, mas não fiquei. Poderia ter feito muita coisa, mas não fiz. E não sei até que ponto isso foi bom ou ruim. Mas a crise existencial passou, 2004 não. Está vivo em minha memória. E isso é bom. Pq a dor que vejo nos textos de outrora, não vejo nos de agora…então me sinto feliz.

TUDO É APRENDIZADO!

Por Meg.
(claudia.magnolia@hotmail.com)

 

claudiamagnolia    12:33 — Arquivado em: Com poemas/poesias


5.9.06

Ao encontro do rio

Quando eu gritei
Ecoou no vazio
E o meu corpo frio
De sangue gelado
Caiu
Como a chuva da madrugada
Que corre calada
Ao encontro do rio
Minhas lágrimas
Nada diziam
Seu coração fechado
Me fazendo sofrer
Meu corpo molhado
Pela chuva da madrugada
Que seguiu calada
Para encontrar você
Levando um recado meu
Mais uma súplica
Um devaneio
Que ninguém condene
O meu simples desejo
De estar com você
E se condenarem
Que falem! Que gritem!
Pois quando eu gritei
Ecoou no vazio
E ninguém se importou
Com o meu corpo frio
Ao teu coração fechado
Eu deixo o recado
Que a chuva calada
Leva ao encontro do rio.

Meg, 30/01/2004

 

Penso que todo amor deveria ser correspondido. E penso mais: todo amor deveria ser possível. Mas o que penso já não tem mais valia, pois o que sinto sobrepõe-se ao que penso. – Por Meg

claudiamagnolia    22:22 — Arquivado em: Com poemas/poesias


4.8.06

Se a gente se permitir

                       

                                                                  Ele é um cara que gosta de falar
                                    Ela é uma mina que não sabe cantar
Ele acredita que precisa gritar
                            Ela sabe que é preciso amar
                                            Em algum lugar ele chora
                                                      E transforma em melodia a sua dor
Em algum lugar ele implora 
                       Desistiu de falar de amor
                                           Ele vê o trânsito congestionado
                                                             Mundo grande tão agitado 
  Queria tanto deixar tudo de lado
                     E a vida segue sempre imprevisível 
                                                                    Ela esbanja mil sorrisos
                                                        Mas tem coisas que não sabe explicar
    Dizem que a vida é complicada
                                                              Quando a gente se deixa complicar
                               Tão simples como o mar
                                                                                Tão forte como a Fé
                                                                      Que seja o que Deus quiser
                                Que sentido não há
Em buscar sempre respostas
                                                          Em algum lugar ele implora
                                 Desistiu de falar de amor 
                                                                     Em algum lugar ele chora
                               E transforma em melodia a sua dor
                                                      Ela já foi embora
                                                                                      É hora de dormir
                                     A vida sempre corre em nossas veias
                                                       Se a gente se permitir.

Por Meg em 28/02/2006

Se a gente se permitir, a gente é capaz de ser feliz. Tudo é muito simples, complicamos à toa. De repente o tempo passa e você percebe o quanto perdeu. Espero que não seja tarde. Hoje estou triste, uma inquietação no peito, desconfio que tenha sido a cena daquela menina morrendo na novela das oito. Coitada! Bem, estou cansada.Com licença, vou dormir.

A todos uma boa noite e um excelente final de semana.

Por Meg, nostálgica às 23:00 do dia 04/08/2006.

claudiamagnolia    23:06 — Arquivado em: Com poemas/poesias


1.8.06

????????????

                  

“Cada criança que chega ao nosso mundo diz: Deus ainda espera alguma coisa dos homens”.

                    

Fala pessoas!

Esse bebê gostoso aí na foto é o meu sobrinho Arthur! Lindão né?! Puxou a tia! Rsrsrsr. Tem coisa mais linda e pura que criança minha gente? Acredito que não. Cada vez que eu olho para o meu sobrinho, fico imaginando ele crescendo, descobrindo a vida, aprendendo, contribuindo para um mundo melhor sabe?! E meu coração se enche de alegria em saber do tantão de coisas que ele tem pela frente.
Difícil mesmo é aceitar que algumas crianças não terão tantas perspectivas. Hoje fiquei consternada ao ver na capa de um jornal, a foto de uma das 37 crianças mortas em um ataque no sul do Líbano esse fim de semana. Meus olhos ficaram vidrados na foto daquela pequena criança que teve sua vida interrompida por causa da ignorância dessa gente grande que faz guerra. O que justifica isso? Alguém pode me responder?
Desde o dia 12 de julho estamos acompanhando mais uma guerra no Oriente Médio. São notícias e mais notícias sobre bombardeios, massacres e afins. Tanto sangue, tanta dor, tanto tempo desperdiçado. Pra quê mesmo hein?! Que ganhamos com isso? Se bem que, ao que parece, nem tudo está perdido. Tem uma gente aí falando em cessar-fogo. Bonito termo, não acham? Imaginem só se fosse leva do a sério né? Ajudaria um pouco. Mas com certeza o que ajudaria muito, é se nenhuma guerra existisse, pois não há nada minha gente, nadica de nada que justifique essa barbárie.
Penso em como será a vida das crianças que sobreviverem a esta guerra. Que esperarão do futuro? Aliás, futuro? Talvez elas nem saibam o que é isso. Quantas guerras mais estarão por vir? Sinceramente? Nem me atrevo a fazer conta, pois confesso sentir um pontinho de culpa por isso. E se vcs querem mesmo saber, todos nós temos uma parcela de culpa nisso tudo. Somos culpados por não fazermos nada para mudar isso, por preferirmos a comodidade de assistir de camarote em nossas casas ou por mudarmos de canal a fim de poupar nossos olhos de tamanha violência. É aquela velha história, o que os olhos não vêm, o coração não sente! E assim fica tudo bem, pq tudo está muito longe de nós e pq nenhuma daquelas 37 crianças era da nossa família e nós não tínhamos nem temos nada a ver com os sonhos delas.
Beleza, confesso! Estou dramática demais. Apelativa, talvez. Não vou negar, vocês têm toda razão. Desculpem se os ofendi, ok?! Vamos mudar de assunto. Que tal falarmos sobre o centenário de Mário Quintana? Gosto muito das obras dele. Vixe! Escrevi demais hoje, deixemos esse papo para outro dia. Mas já que citei o poeta, deixo aqui uma de suas poesias:

SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS

A vida é um dos deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ªfeira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente …

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Uma excelente semana a todos!

Beijos,

Meg

(claudia.magnolia@hotmail.com)

claudiamagnolia    19:31 — Arquivado em: Com poemas/poesias


22.7.06

Sem títuloooooooooooooooooooo!!

Vício Bão

Te amar muito
e deixar o periquito descansar

Te amar tanto
e sofrer o faniquito do ciúme

Te amar tonto
e gozar na mais louca estrela

Te amar fraco
e amolecer nos teus pêlos

Te amar devasso
e lamber a tua relva

Te amar descanso
e te achar no escurinho de você

Ah! Antes que eu me esqueça
Te mamar dos pés à cabeça!

(Touché)

Não sou fã de falar de amor. Sou fã mesmo é de amar. Amar de manhãzinha, de tarde, de noite e ainda ter fôlego para a madrugada. Amar doendo de saudade, amar de verdade, com cara de besta e brilho no olhar. Adianta amar se não for pra valer? Adianta amar e não querer sofrer? Se amar é conviver com as diferenças, ter vez ou outra uma desavença, perder a paciência, o juízo, o rumo, perder a si mesmo, se deleitar, se descobrir , se amar. Na boa?! Não me peçam para falar de amor. Gosto mesmo é de ser amada. De abraçar o meu amor e sentir nossos corações no mesmo compasso. Gosto de andar de mãos dadas, de rir abobalhada, feliz. Gosto de mensagens inesperadas, ligações demoradas, rosas vermelhas. Aff Maria como amo essa sensação de euforia que enfeita minhas utopias e me faz mais feliz!
Como eu amo meu Deus, como eu amo!
… (Não, definitivamente, não me peçam para falar de amor.).

Han?! Cê me perguntou o quê? Se eu estou amando? Ah tá, sim! Estou amando sim. A mando de Deus na terra…rsrsrsrsrs. Colé amizade, já quer entrar na minha semana é?! Rai ai.

“É muito difícil definir o amor. Eu poderia falar mil coisas, mas ele é muito maior que tudo isso.” Palavras de Fábio Assunção.

Por Meg!!!!!!
(claudia.magnolia@hotmail.com)

claudiamagnolia    8:31 — Arquivado em: Com poemas/poesias, Mais comentados


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