13.3.07

Os tombos

Quando eu os via para lá e para cá com ela, eles e aqueles sorrisos explodindo felicidade, ficava com os olhos marejados de vontade de estar lá no lugar deles, com ela.

Sentia-me triste e bem dentro de mim calava uma mágoa da mãe e de mim mesma, pois era medrosa demais para desafiar quem tinha gerado a vida minha. E enquanto eles se divertiam e riam e caíam, se machucavam, levantavam, viviam! Eu, com os olhos marejados, observava-os invejosa, tentando criar coragem para o desafio.

Eis que enfim chegou o grande dia em que o monstro do saco já não me assustava. Lembro o quão decidida eu estava em ficar com ela, tomá-la em meus braços e fazê-la minha após tanto tempo de espera.
Foi mais fácil do que eu supunha. Tão logo a peguei, já a comandava. E me senti feliz quando caí e me machuquei, pois sabia que aquilo fazia parte do aprendizado (e como foi maravilhoso sentir-me viva, de fato!).

Porém, eles já não ligavam pra ela, não viam mais graça nela e eu me senti como quem chega por último em uma competição…e me senti sozinha. Ela, que eu tanto quis, me veio tarde… e eu culpei a mãe pelo que sua proteção demasiada havia me feito perder.
Mas sabia, aqui dentro, que era corajosa de menos e que se fosse um pouco mais, teria provado à genitora que embora os tombos machucassem, valiam a pena, por que eles são as lições que precisamos aprender.

Quando eu tiver meus filhos, o primeiro presente que darei a eles será uma bicicleta. Contarei a história de quando eu via meus amigos brincando com ela e vou desejar que meus filhos tenham sorrisos explodindo de felicidade, sem nenhum monstro do saco para atormentá-los. E se desta vez meus olhos marejarem, que seja da alegria de vê-los felizes, rindo, caindo e levantando, aprendendo as lições que os tombos podem nos ensinar.

Por Meg
(claudia.magnolia@hotmail.com)

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claudiamagnolia    16:32 — Arquivado em: Sem categoria
5 Comentários
  1. Tive um caso de amor por bicicletas durante toda a minha infância, vem delas a minha paixão por ‘duas rodas’, agora personificada na nossa moto, “La Poderosa”!
    Te amo, minha vida…
    ETERNAMENTE…

    Comentário por Dan — 15.3.07 @ 0:48

  2. Você acredita que eu aprendi a andar de bicicleta com 15 anos? Olha o tempo que eu perdi!
    hehehehehehehehe
    Bjs

    Comentário por A.J. Martin — 16.3.07 @ 11:16

  3. Como já dizia Raul Seixas para si mesmo:
    Coragem eu sei que vc pode mais! muito mais!!

    b-juss

    Comentário por Ze Luiz — 17.3.07 @ 8:20

  4. Isso aí amiga
    é caindo,se machucando
    q se aprende…
    aprendemos com nossos
    erros e medos…

    TE AMOOOOOOOOOOOOO

    Bjks

    Comentário por Linda Nunes — 17.3.07 @ 14:42

  5. Isso aí amiga
    é caindo,sofrendo
    q a gente aprende
    ah mnh fase de criança
    bons tempos akeles
    EU posso dizer
    q tive infância graças a Deus
    já cai e MUITO
    d bike,ñ só d bike kmo d patins tmb…rsrs

    bjks

    TE AMOOOOOOOOOOOOOOOO

    Comentário por Linda Nunes — 24.4.07 @ 0:08

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