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Diário de uma aspirante a jornalista- parte I
Hoje fui entrevistar o presidente da Bamuca (Banda Municipal de Camaçari), cuja sede fica próxima à do jornal em que trabalho, motivo pelo qual preferi ir a pé ( andando,paletando, de onze, como queiram!). Ah! Vale ressaltar que o fato de eu precisar perder uns insuportáveis “quilões” ( pq quilinhos já não são faz muito tempo!) também me incentivaram à caminhada.
Gilmar Joaquim, o presidente, gente fina, me recebeu bem e até me ofereceu a pilha recarregável do mp3 da banda, já que a do meu havia acabado. Não aceitei sob desculpa de a pilha do meu não ser recarregável (e daí?), quando na verdade o que eu não estava era conseguindo fazer o tal aparelho gravar...snf snf (vivo me pegando nessas tecnologias)...lembrei também de uma aula em que um professor me disse: “ Em serviço, nunca aceite nada de ninguém, pode ser propina” oh céus! Que trágico! Rsrs
A entrevista, metade gravada no celular, metade escrita na minha agenda com uns garranchos que só eu mesma para decifrar (e olhe lá!), foi bem legal, tranqüila e eu acabei conhecendo mais um pouquinho da banda que completa 30 anos de existência no dia 12/05 e é patrimônio histórico da minha cidade. Mas de tudo, a melhor parte foi quando a forte chuva que caía me impediu de voltar ao jornal e eu tive que ficar no pátio da sede da banda enquanto dona Maria das pernas compridas (chuva, no linguajar de alguém que não me lembro quem) não passava.
Naquele momento, aproveitei para tirar algumas fotos, pois havia muitas crianças que estavam ali devido a uma parceria com o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil). Discretamente, retirei a máquina da bolsa e, no primeiro instante, pensei em fotografá-las sem que elas me vissem enquanto ensaiavam para uma apresentação, mas fui interrompida por uma voz estridente, saltitante:
- Êba! Tirar foto!
Então todas as crianças começaram a se arrumar alvoroçadas. Uma ajeitava o cabelo, outra ensaiava poses, um caso sério! Eu, na minha ousadia, falei:
- Digam jegue!
E todas elas:
-Jeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeegue! – Em um coro de vozes e de sorrisos.
Muitos flashes depois, voltaram aos seus postos. Enquanto ensaiavam sob o olhar atento do instrutor, pude perceber a alegria daquelas crianças carentes. Cada uma querendo aparecer mais que a outra, carregando uma invejada ingenuidade infantil. Imaginei cada uma com seus sonhos particulares, sua história de vida sofrida e fiquei feliz ao perceber que elas estavam enxergando novos horizontes e tendo uma oportunidade de não contribuírem com a marginalidade que vem crescendo em Camaçari (assim como em todo Brasil). Fiquei feliz e emocionada. Menos um ponto para mim, jornalistas não devem se deixar envolver com a matéria. Menos um mesmo, assumo em minha teimosia.
A chuva ficou fraquinha, hora de voltar. Despedi-me do presidente, e fui caminhando de mansinho até o portão, a fim de não atrapalhar o ensaio. Quando já estava quase lá, ouvi uma voz estridente, saltitante:
-Tchau tia!
Tia? Olhei para trás me acabando de dar risada, devolvendo o “tchau”. Faltava apenas um passo para eu ganhar a rua quando:
-Obrigado pela foto!
E a tia foi embora com um sorriso de paz estridente, saltitante!
Por Meg
Fim do Post
COMENTANDO OS COMENTÁRIOS:
Oi pessoas! A partir desse post, vou reservar sempre um espaço para dar um retorno (famoso feedback) para os que comentam nos meus textos. É muito gratificante e serve como uma alavanca incentivadora todos os comentários deixados no meu blog. Tem gente que comenta sempre, gente que comentou uma vez na vida, que sempre lê, mas nunca comentou por que não tem “saco” para digitar aqueles caracteres de segurança ou por outro motivo qualquer, gente que me manda e-mail, que me adiciona no msn, enfim! Os elogios e as críticas construtivas são e serão sempre muito bem vindos e eu fico muito feliz com todas essas manifestações. Por isso mesmo, chega de falar e vamos mexer a massa! A cada novo post, comentarei sobre os comentários deixados no post anterior até a última atualização. Vamos lá:
Sobre “ O monstro dos olhos verdes”, Francys, minha amiga, que bom que achou o texto lindo, confesso que se eu não fosse tão bem casada, me casaria com ele! Rsrs...Linda é uma fofa, comenta em todos os meus post’s ( qualquer dia ganha um prêmio). Concordo com Júlio quando ele diz que a literatura tem o poder de nos transformar em guloseimas intelectuais, eu mesmo devoro Clarice (Lispector) todo dia e nem engordo por causa disso! Dan, meu amor, você realmente nem é ciumento...(han, han...socorro! Pigarro na garganta! rsrs)...eu também não, estou no mesmo pensamento da Paula , pois eu também nem sei o que é sentir ciúmes (imagina!!!!!!!!!)...
Obrigada a todos pelo carinho e atenção.
Beijos pessoas! Até o próximo post!

Então vamos lá! Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu ciúmes...vou dar três segundos ok? 01...02...03...OXE! Nenhuma pedrinha? Tá! Sou uma menina boazinha, dou mais dois segundos! 01...02...nossssssssa! Ninguém!!!Ah! Juram que vocês não vão ficar magoados se eu contar uma coisa? Mas é que, sem querer dar uma de sabichona, mas, leva a mal não...eu já sabia!
Essa história de não sentir ciúme é balela! Lógico que umas pessoas sentem mais que outras, tem gente que não consegue viver em paz por causa disso, como tem gente que quase não está nem aí. Outro dia uma mulher jogou um banco do sexto andar de um prédio para atingir o noivo (e quem se “F” foi um veinho que tava passando na hora e não tinha nada a ver com o caso, coitado!)...abismada, contei isso à uma amiga e esta me disse que teria jogado o sofá...quem güenta?
Já que ninguém está livre disso,o lance é saber lidar. Para isso, existem caminhos que variam de terapias à livros de auto-ajuda, com doses de bom senso, amor próprio, confiança e auto-estima. Há quem prefira mesmo esticar os cabelos, berrar, fazer ceninha e receber o troféu de boboca do ano, mas, como bem diz minha mãe: cada qual com seu cada qual.
A última vez em que dei uma crise de ciúme foi quando vi meu pai dando balas para uma criança aqui da rua. Na época, eu tinha 11 anos e a tal criança, 6. Painho sempre foi bobo por criança pequena e tudo o que eu queria era trucidar aquela criatura de 6 anos que estava “roubando” o meu herói. Me sentindo “ A Esperta”, falei pra ela que aquelas balas tinham um feitiço e que se as aceitasse, viraria uma rã de sete pernas. Ela me disse que adoraria ser uma rã de sete pernas. Fui para casa chorar no meu quarto, arrasada. E desde então procurei olhar com outros olhos a situação e passei a me juntar com papai para distribuir as tais balas, eu estava ali, ao lado do meu herói e aquela criança estava assistindo ao nosso espetáculo. A frase é velha, mas: “tudo depende da maneira como se vê”.
Para finalizar, vai aí uma de Shakespeare: “Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce. "
Beijos, queijos e até o próximo post!
Tchau!
Meg
[claudia.magnolia@hotmail.com]
(Nesses momentos em que- Graças a Deus- me permito ser fraca)
É nessas horas em que mais sinto sua falta....horas em que aquela insistente lacuna do coração fica a tilintar de dor em meu peito ...horas em que deito na cama em posição fetal e sinto falta da tua mão carinhosa a afagar meus cabelos.
Horas em que tu me colocavas no colo e enxugava as lágrimas que ninguém via, que ninguém sabia, lágrimas tão escondidas quanto delatoras. Respiro fundo agora e é só atravessar a rua que você estará lá. É só atravessar a rua e me dar conta que você já não pertence só a mim e que minhas aflições talvez devam ficar na umidade do meu travesseiro...
Quando me sinto pequena e até um pouco inútil, quando tenho essas minhas crises existencias, quando meu sorriso se esvai... lembro daquele dia de todo mundo contra mim(ou contra eu?), lembro do abraço apertado que você me deu...e de ver nos teus olhos esse amor por mim...ah! Eu lembro sim, dos nossos momentos felizes, das nossas confidências, dos filmes ultrapassados, do seu sorriso infantil...lembro até de quando fui eu que cuidei e enxuguei tuas lágrimas sinceras...
E agora, sinto sua falta e tenho vergonha de te procurar.
Maior que nosso laço consangüíneo é o nosso laço Divino. É o amor que sentimos um pelo outro. Mais que meu irmão, você é meu pai e minha mãe...quem eu tenho de verdade da cor de rubi. Que os leitores perdoem o meu desabafo e essa cara de inchada de choro...que os leitores perdoem essas palavras sem compreensão...peço ao menos que eles não riam dessa minha falta de você e espero que não achem piegas essa insistente lacuna que faz sangrar o meu coração...que eles não zombem de mim...ah! leitores, desculpem tê-los feito chegar até aqui! Esse foi apenas o meu desabafo da cor de rubi...

Aaaaaaaaaaaaaaaf que o carnaval foi tudo de bom!!!!!!!!!!!!!
Passei domingo, segunda e terça no Campo Grande, na casa da minha mais nova e querida amiga Mariza com zê de zebra e, diga-se de passagem, foram os três melhores dias que eu tive este ano.
O carnaval de Salvador, na minha opinião, é o melhor do mundo. É lindo ver pela rua pessoas de diversas raças e faixas etárias brincando com a mesma alegria, seja rico, pobre, preto, branco, feio ou bonito, a integração está presente sabe?! É como se de repente, fóssemos todos iguais (NÉ?!).
Lógico que nos blocos mais caros estão as pessoas mais bonitas com seus cabelos lisos e traços finos, do tipo q cê olha de longe e diz: “não é baiano nem aqui nem na China”, ou então se for deve morar lá na Graça, no Caminho das Árvores, Pituba e adjacências! Mas, quem se importa? Todos ouvimos a mesma música e vamos atrás dos mesmos trios...dentro ou fora da corda, o som que nos embala é o mesmo, e a palavra de ordem é uma só: alegria! (NÉ?!)
Vá lá que não vi nenhum preto, ops! Negro no Camaleão, minto! Vi sim! Um só, mas vi! E o coitado tava apanhando de uns sete policiais, mas foi apenas uma infeliz coincidência, cês sabem, somos todos iguais! Há quem pense, vejam só o absurdo -que lugar de pr...negro é na periferia...vixe mainha! Em que século estamos?
Ahhhhh!Uma cena q chamou mais minha atenção do que qualquer outra coisa foi a de uma mãe com seus quatro filhos que mais pareciam formar uma escadinha (esse povo que fica parindo um atrás do outro sei não viu?! Por acaso nunca ouviram falar em planejamento familiar não?!), a mulher magra coitada, não devia nada para a Olívia Palito... só sei que tava lá catando latinha, ela e os filhos mal vestidos e mal alimentados, com os pés descalços e o coração cheio de sonhos. Eu lá me acabando no pagodão e acompanhando de longe aquela cena, quando de repente passa um senhor cantando uma música q diz + ou – assim:
Ó, mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
Ô Ô Ô Ô
De um lado este carnaval
De outro a fome total
Ô Ô Ô Ô ”
Fala sério né galera?! Que pena...o carnaval acabou! Mas não se preocupem, ano que vem tem mais!
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Oi gente!
Esse texto eu escrevi após o carnaval do ano passado...lembrei dele e resolvi postá-lo na esperança de relê-lo no término do carnaval deste ano e dizer: “ ainda bem que mudou!”
SERÁ???????????????????????????????
Espero sinceramente que sim!
Grande beijo e uma excelente folia a todos!!!
Meg
Ai que esta vida é mesmo cheia de por quês!! E por que a gente fica sempre buscando uma resposta para tudo?
Lembro de uma vez que, conversando com um amigo, este questionava o porquê de tudo ser tão difícil para ele, mas eu o lembrei que apesar das coisas parecerem mais difíceis, ainda assim, ele as conquistava. E sabe gente?! Conheço poucas pessoas tão especiais quanto este amigo, conto nos dedos às vezes em que vi alguém com um sorriso tão sincero e um olhar tão marcante quanto o dele. Talvez exista mesmo um motivo para ser tudo mais complicado para esta pessoa tão especial, mas por que mesmo ficar buscando uma resposta para isso? Ficar se achando injustiçado pela vida adianta alguma coisa? Não, não adianta. Então, quer mais um motivo para seguir em frente?
Tomo como exemplo Aleijadinho, que mesmo com os pés e as mãos deformadas realizou obras maravilhosas e se tornou o grande nome do Barroco brasileiro; ele, que pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos a fim de esculpir e entalhar, serve como exemplo de superação. E olha que mesmo antes de ter os membros ele já era habilidoso, mas, foi justamente após a enfermidade que ele realizou suas melhores obras. E por que isso aconteceu com ele? Sinceramente?! Não sei, não quero saber e só não tenho raiva de quem sabe por que raiva é um sentimento que não agrega nada! Agora, imagine só se Aleijadinho tivesse passado o resto de sua vida se lamentando e questionando o porquê de ter perdido os movimentos dos membros?
Então, na boa?! Sabe aqueles por quês que vivem lhe atordoando? Pare e pense agora se vale mesmo a pena se preocupar tanto com isso. Deixa a vida seguir seu curso e abrace todas as experiências que puder. Se realmente for necessária alguma resposta para a sua vida, ela virá sem que você precise buscá-la.
Bom, é isso!
Beijocas.
Meg