30.9.06

De mãos atadas

                   

Isso mesmo! E nem me olhem com essa cara por que eu vou escrachar… claro e obviamente que depois vou jogar a culpa na desgraçada da TPM, afinal, “alguém” tem que ter culpa nessa história e vocês não querem que eu assuma publicamente que estou decepcionada conosco não é verdade? Vixe Maria! Não estão entendendo patavidas né? Mas tudo bem, vou explicar melhor!
Somos um bando de reclamões sem atitude! Calma aê, não me joguem pedra não, pq se acertarem meu lindo rostinho de bonequinha do papai, a coisa vai pegar pro lado de vocês! Vá lá que no ensino médio, aprendi com um professor de redação, que nunca devemos generalizar…então tudo bem!!! Desconsiderem 0,01 % da população…valeu?
Vejam só…reclamamos e reclamamos que os políticos são corruptos, que eles não fazem nada, que os impostos são absurdos, que isso e que aquilo, masssssssssssssssss….o que fazemos para mudar? Han? Hein? Gostei de você aí que falou que cruzamos os dedos e também levo em consideração quem disse que rezamos um Pai Nosso. Certo! Isso mesmo! Então eles roubam e enchem o monossílabo de dinheiro e nós sentamos e esperamos a chuva passar enquanto nos distraímos assistindo ao vídeo da Daniela Cicarelli (Alguém aceita uma pipoca?) ou ao que estiver bombando na tv.
Ainda ontem, na faculdade, minha querida turma estava revoltada pelo fato de termos cinco horários vagos, uma biblioteca que não supre nossas necessidades, computadores lentos, falta de equipamento disponível para algumas aulas, enfim!(Sem contar que não se vende chiclete por lá, mas td bem! Eu supero!) O interessante é que estamos no terceiro semestre e percebemos isso desde que ingressamos na Instituição, no entanto, até hoje, apenas reclamamos e reclamamos e reclamamos, nada mais! Talvez alguns mudem de faculdade, outros reclamem até a formatura e eu continue comprando meus chicletes em outro lugar…mas não esperem que paremos a faculdade, queimemos pneu ou coisa parecida, somos universitários, oras! Não somos baderneiros não! Pq esse lance de fazer protesto, vocês sabem! É coisa de vagabundo, de quem quer bagunçar (pelo menos é o que dizem na televisão)… e só o que me conforta é pensar que nem tudo está perdido,pois somos aspirantes a jornalistas, aquela profissão que permite mudar o mundo com simples palavras e tal, pois é! A esperança é a última que morre…
Domingo é dia de eleição e todos nós teremos mais uma oportunidade de modificar a realidade que tanto criticamos. Alguém aí estudou a fundo seus candidatos? E alguém aí está disposto a cobrar do seu candidato (caso ele seja eleito) tudo o que ele está propondo agora? Han? Hein?
Até quando continuaremos de mãos atadas? Se queremos mudanças, por que não nos mobilizamos para isso ao invés de esperar que os outros façam, que caia do céu ou aconteça um milagre? Vamos levantar do sofá e AGIR minha gente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Se continuarmos desse jeito, as mudanças que ansiamos não irão acontecer.

Acho que vocês não vão gostar do texto, eu deveria ter me esforçado para fazer algo melhor, perdoem-me! Mas é culpa é da TPM! Ainda bem que logo logo passa…

Beijos!!!!

 Agradecimentos especiais a Yuri Almeida.

claudiamagnolia    1:29 — Arquivado em: Sem categoria


20.9.06

Lembranças de um ano que não passou

Eu não acredito Nesse céu assim tão azul Difícil aceitar esses sorrisos Se há tanta tristeza espalhada no ar Ar poluído Não acho nada bonito Não vejo graça em dia nenhum Aplausos! Começou o espetáculo E estou em jejum Quem rir leva um soco Na boca no nariz no olho Ninguém ouse olhar para trás Somos todos selvagens animais Presos numa gaiola Com fome sede e um pouco de desespero Murmúrios Pedidos Apelos! Por favor limpem os seus joelhos E lavem a língua ao acordar O céu aí está Azul Magnífico Limpo … Já é hora de sair Vamos todos sem meio mais Vamos nós, selvagens animais - Homens que somos -.

Escrevi o texto acima em 2004, ano muito conturbado para mim. Eu não sabia o que era crise existencial, mas estava passando por uma. Superei. Perdi metade dos meus cabelos, mas superei. E até amadureci um pouco. Me esvaziei para inserir outro conteúdo e não foi uma atitude insana. Aprendi algumas coisas.

Da minha bola de gude eu vejo o mundo correndo lá fora
Com meus olhos embaçados
Meu corpo cansado
O meu coração ferido…
Com minha mente estacionada
Observo lá fora minhas oportunidades perdidas zombando de mim
Meus dias são sempre os mesmos
Sempre a mesma dor, o mesmo desespero
Sempre e sempre o mesmo ruído
Lá fora um mundo tão bonito
E a minha bola de gude sempre tão quentinha
Sempre igual
Sempre vazia
Sempre e sempre essa nostalgia
Eu vejo todo mundo se arriscando, caindo, levantando… Vivendo!
E a minha bola de gude tão pequena para os meus sonhos Tão grande para os meus medos Tão aconchegante para eu, Que me esqueci de mim.

Mais um de 2004… Mais um texto vomitado. Linhas embaçadas, entrelinhas explícitas. Eu poderia ter ficado careca, mas não fiquei. Poderia ter feito muita coisa, mas não fiz. E não sei até que ponto isso foi bom ou ruim. Mas a crise existencial passou, 2004 não. Está vivo em minha memória. E isso é bom. Pq a dor que vejo nos textos de outrora, não vejo nos de agora…então me sinto feliz.

TUDO É APRENDIZADO!

Por Meg.
(claudia.magnolia@hotmail.com)

 

claudiamagnolia    12:33 — Arquivado em: Com poemas/poesias


14.9.06

Cenas Terríveis

Nunca vi tamanha crueldade. Nem mesmo em filmes ou programas de tv, observei uma cena como aquela. Talvez por isso, sinto que nada que eu disser será suficiente para descrever aquele episódio.
Passava das dez da noite quando eu estava chegando em casa com um grupo de amigos. Voltávamos do cinema e conversávamos animadamente, pois há tempos não assistíamos a um filme tão bom. Eu ia começar a imitar uma cena, quando estranhei uma aglomeração no meio da rua em que moro. Juntamente com meus amigos, aproximei-me, fui abrindo espaço entre as pessoas para conseguir enxergar o que estava acontecendo, mas havia muita gente, por isso não foi uma tarefa fácil. A medida que fui chegando perto, comecei a ouvir uns gemidos. Assustei-me, porém a curiosidade era tão grande que continuei… não sabendo eu que se pudesse prever, não teria continuado. Ao ver aquilo, acabei desmaiando.
Quando recobrei a consciência estava no sofá de casa e meus amigos já tinham ido embora. Minha pressão havia baixado e mamãe estava cuidando de mim. Sentia náuseas toda vez que lembrava do que havia visto e chorava compulsivamente…era difícil acreditar que todos ali na rua estivessem, de certa forma, compactuando com aquela brutalidade. Tentei dormir, mas os gemidos pareciam chamar meu nome…eu tinha que fazer alguma coisa.
Levantei ainda tonta, lavei o rosto e fui lá fora. Mamãe tentou me impedir, mas foi inútil, pois eu já estava com a espingarda na mão decidida a salvá-los.
Dei um tiro pra cima. Todos me olharam assustados e eu mandei que calassem a boca, sem notar que eles já estavam em silêncio. Abriram espaço e quando percebi já era tarde… Os cachorrinhos estavam mortos. Meus olhos se fixaram nos pêlos brancos manchados de sangue, no asfalto que havia sido palco de tudo e enquanto eu chorava repugnei o que vi antes de desmaiar.
Cinco filhotinhos de poodles amarrados uns aos outros dentro de uma cesta enfeitada com um laço azul. O dono não os queria, pois a cadela que os parira havia morrido no parto e como ele era muito apegado a ela, disse que aqueles filhotes eram culpados e mandou matá-los. Deu dinheiro a um pivete que se encarregou do serviço. Era para matá-los a pauladas, pois a morte tinha que ser sofrida.
- Morre cachorro vagabundo!- Gritava o garoto enquanto dava pauladas na cabeça de um cachorro.
- Você vai morrer seu idiota!- Esbravejava ao acertar o focinho de outro cão.
Os cachorrinhos coitados uivavam, gemiam, tentavam fugir, mas estavam presos, condenados. E enquanto isso o pessoal lá da rua só observava …pq ninguém fez nada? Pq não salvaram aqueles animaizinhos indefesos, pq? Talvez por temerem represálias do dono da cadela que tinha fama de matador. Mas quanta covardia, meu Deus!
Me senti impotente, inútil diante daquela situação, daqueles cachorros mortos aos meus pés…abracei-os e chorei mais uma vez, chorei de soluçar…e soluçava tão alto que acordei com o barulho dos soluços.
-Ufa! Era só um pesadelo. Nunca mais assisto a filmes de terror.

Pessoas, obrigada por existirem! Espero que tenham gostado do texto… fiquei na dúvida de postá-lo…sei lá! Quem entende? Rs…

Excelente final de semana a todos, um beijo no coração de cada um ( ti bUnitinho…) e muito , muito obrigada pelos comentários.

Por Meg - brincando de inventar histórias :)

(claudia.magnolia@hotmail.com)


claudiamagnolia    22:03 — Arquivado em: Mais comentados


5.9.06

Ao encontro do rio

Quando eu gritei
Ecoou no vazio
E o meu corpo frio
De sangue gelado
Caiu
Como a chuva da madrugada
Que corre calada
Ao encontro do rio
Minhas lágrimas
Nada diziam
Seu coração fechado
Me fazendo sofrer
Meu corpo molhado
Pela chuva da madrugada
Que seguiu calada
Para encontrar você
Levando um recado meu
Mais uma súplica
Um devaneio
Que ninguém condene
O meu simples desejo
De estar com você
E se condenarem
Que falem! Que gritem!
Pois quando eu gritei
Ecoou no vazio
E ninguém se importou
Com o meu corpo frio
Ao teu coração fechado
Eu deixo o recado
Que a chuva calada
Leva ao encontro do rio.

Meg, 30/01/2004

 

Penso que todo amor deveria ser correspondido. E penso mais: todo amor deveria ser possível. Mas o que penso já não tem mais valia, pois o que sinto sobrepõe-se ao que penso. – Por Meg

claudiamagnolia    22:22 — Arquivado em: Com poemas/poesias


2.9.06

Sem título

                    

                      

Você era uma pessoa feliz, com alguns sonhos realizados e uma vida inteira para descobrir o mundo que idealizou. Lógico que você tinha problemas, mas sempre soube como resolver todos eles e sentia-se gratificado. (…) Aí um belo dia a casa cai e você perde o chão. Olha em volta e não vê nada além de você mesmo, minúsculo em meio ao caos.
Vai fazer o quê agora? Gritar? Pedir ajuda a mamãe? Vai criar seu mundinho, apagar as luzes e não dormir? Vai se entregar, buscar culpados, exigir respostas? Estou te perguntando, responda! Vai ficar aí me olhando com essa cara de menor abandonado é? Não vai falar nada não?
Olha, você sempre disse que os problemas são superáveis e que não devemos nos desesperar. Disse que todos os dias são novas oportunidades, que podemos renovar nossas esperanças, mudar nossa realidade. Você falou, inclusive, que podemos chorar, sim! Podemos chorar até soluçar e sentir incharem os nossos pulmões. Então pronto! Eu não quero saber dessa sua cara moribunda, esse ar de desespero, e essa conversa lamuriosa. 

                 “LEVANTA, SACODE A POEIRA, DÁ A VOLTA POR CIMA!”.

Mas é claro que você vai levantar! Bora, levanta aí! Estou esperando…quer uma mãozinha? Então vem, bora! Ops! Cê tá pesadinho hein? Ótimo! Levantou. Agora encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora, isso! Chora mesmo, tenha vergonha não…cê pode até molhar minha blusa com seu choro, eu não ligo não, pode chorar…chora mais…eita, se empolgou hein? De onde é que vem tanta lágrima? Dos olhos né?! (Engraçadinho…) Mas pode continuar chorando… e como chora feio, meu Deus! Pronto…tá parando…vai parar…mais um pouquinho…parou. Eca! Agora tá fungando, vixe Maria! Tudo bem, toma aqui meu lencinho ó, te empresto (mas faça o favo de lavar antes de me devolver!).

Nada acontece por acaso. Não estamos neste mundo por acaso, portanto, tudo o que acontece em nossas vidas tem um propósito. Deus, quando coloca um obstáculo em nossas vidas, sabe que podemos superá-lo, pq Ele não dá a ninguém uma cruz que não possa carregar. Cabe a você tirar proveito de todas as situações e aprender as lições que este ou aquele problema vai te ensinar. Buscar forças com seus amigos, sua família ou qualquer que seja a sua fonte, mas nunca desistir nem desanimar, acreditar sempre, ter FÉ sempre e seguir em frente, sempre em frente.

Você era uma pessoa feliz, com alguns sonhos realizados e uma vida inteira para descobrir o mundo que idealizou. Continua tendo a vida inteira para realizar muitos outros sonhos, ir em busca de suas ideologias e continuar sendo feliz. Se sua casa caiu e você perdeu seu chão, voe! Reconstrua. Dê o melhor de si, confie em você e fique tranqüilo, pois Ele está ao seu lado ( e se ajudar em alguma coisa eu também estou).

Por Meg

(claudia.magnolia@hotmail.com)

 

claudiamagnolia    8:58 — Arquivado em: Mais comentados


Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://pormeg.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.